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A semana do investidor: BCE em pausa, Lagarde de saída e a IA posta à prova
Foi uma semana de bancos centrais em pausa e de grandes tecnológicas sob escrutínio. Eis o que aconteceu, o que significa para quem investe a partir de Portugal e o que vigiar a seguir.
Os mercados em números (fecho de quinta-feira, 29 de outubro)
| Mercado | Quinta-feira |
|---|---|
| Stoxx 600 (Europa) | 649,43 pontos, +0,82% |
| PSI (Lisboa) | 9.319,57 pontos, +0,80% |
| S&P 500 (EUA) | Em queda, pressionado pela Alphabet |
| Euro/dólar | Cerca de 1,113 |
1. BCE mantém os juros, mas a subida foi discutida
O Banco Central Europeu deixou a taxa de depósito nos 2,5%, como se esperava. Na conferência de imprensa, Christine Lagarde admitiu que uma subida chegou a ser debatida, mas o conselho preferiu esperar por mais dados, porque a inflação de fundo se tem mantido estável apesar do choque da energia. Os analistas continuam a apontar para uma subida em dezembro.
O que significa para si: a Euribor deve continuar pressionada e as prestações da casa com taxa variável não deverão descer tão cedo. Do lado positivo, depósitos a prazo e certificados voltam a render mais.
2. Lagarde vai deixar o BCE em fevereiro
No mesmo dia, Christine Lagarde anunciou que sai da presidência do BCE a 7 de fevereiro de 2027, oito meses antes do fim do mandato. Avisou ainda os países mais endividados de que os juros devem continuar altos.
O que significa para si: a escolha do sucessor vai ser seguida de perto pelos mercados. Um presidente mais preocupado com a inflação pode significar juros altos durante mais tempo, o que pesa nas obrigações e no crédito.
3. Fed também em pausa, com a porta aberta a subidas
Na quarta-feira, a Reserva Federal manteve as taxas entre 3,75% e 4%, mas a decisão não foi unânime: dois membros votaram por uma subida. A inflação persistente mantém o tema em cima da mesa para dezembro.
O que significa para si: juros altos nos EUA tendem a valorizar o dólar e a pressionar as ações de crescimento, o que mexe no valor em euros dos ETFs americanos.
4. Gigantes da IA: Microsoft convence, Alphabet e Amazon desiludem
A Microsoft superou as expectativas, com a nuvem Azure a crescer a um ritmo muito forte. Já a Alphabet, dona da Google, falhou as previsões, mostrou um abrandamento na publicidade de pesquisa e gastou mais dinheiro do que gerou no trimestre: as ações caíram mais de 10% num só dia. A Amazon também ficou abaixo do esperado e caiu nas negociações depois do fecho. A mensagem dos investidores é clara: querem ver os gastos gigantes em inteligência artificial transformados em lucro.
O que significa para si: estas empresas pesam muito no S&P 500 e nos ETFs do mercado mundial. Se tem um ETF global, sentiu estas quedas, mesmo sem ter ações destas empresas.
5. Lisboa: BCP e Jerónimo Martins em destaque
O PSI subiu na quinta-feira, puxado pela Jerónimo Martins e pelo BCP, que apresentou lucros de 308 milhões de euros no trimestre, acima do esperado. Os juros da dívida portuguesa a 10 anos desceram para cerca de 3,8%.
6. Orçamento de 2027 aprovado na generalidade
A proposta passou com os votos do PSD e do CDS e a abstenção do PS. Atualiza os escalões do IRS em 3,88% e baixa o IRC para 18%. Nas medidas divulgadas não há mudanças na tributação das mais-valias e dividendos de ações e ETFs, que continua nos 28%. A versão final é votada a 24 de novembro.
O que vigiar na próxima semana
| Dia | Evento |
|---|---|
| Segunda, 2 | Resultados da Apple |
| Terça, 3 | Eleições intercalares nos EUA |
| Sexta, 6 | Relatório de emprego dos EUA (outubro) |
| Toda a semana | Orçamento de 2027 em discussão na especialidade |
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Este resumo é informação geral, com base em notícias públicas, e não constitui aconselhamento de investimento.
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Experimentar o AllFolio grátisResumo publicado em 29 de outubro de 2026, com base em informação pública. É informação geral e não constitui aconselhamento financeiro, fiscal ou de investimento.